Minha cachorra de 7 vidas

02/06/2013

Foto tirada no dia 02/06/2013.

Oiii… hoje eu entrei aqui pra escrever sobre a luta que passamos esse mês pra não perder nossa cadelinha mais velha (a fêmea, porque o Pluto é o mais velhinho de todos). Quem me conhece sabe que eu tenho uma cachorra cega, o nome dela é Bia, tem uns 10 ou 11 aninhos e é uma mistura de Poodle com alguma outra raça… hahaha. Há uns dois anos e meio, mais ou menos, ela contraiu uma doença chamada Toxoplasmose, e infelizmente, não foi diagnosticada a tempo e junto com uma catarata deixou ela cega. Até levamos ela pra fazer uma cirurgia em Araçatuba, no Hospital Veterinário da UNESP, mas já era tarde e a visão dela era irrecuperável.

A Bia sempre foi a dona da casa, o xodó do meu pai. Eu me lembro direitinho de quando ganhei aquele trenzinho peludo, toda bonitinha em uma caminha rosa cheia de patinhas pretas desenhadas. Meus pais me acordaram e eu não conseguia acreditar no que eu tava vendo, nos dias seguintes eu não conseguia nem deixar ela dormir, do tanto que eu me apaixonei. Nesse exato momento eu to deitada escrevendo o post e ela tá do meu lado, sonhando e o mais importante, curada.

No dia 29 do mês passado, eu cheguei em casa e minha mãe disse que a Bia tava com um sangramento estranho, mas o cio já tinha acabado, então ela me pediu que eu a levasse no veterinário. 20 minutos depois eu já estava lá. O médico veterinário fez os devidos exames e constatou que ela poderia estar com uma doença chamada Piometra, uma infecção no útero. Já perdi uma cachorra pra essa doença há muitos anos, e a Mônica, minha outra cadela, teve no ano passado. Bom, até aí tudo bem, a cirurgia consiste na castração do animal e no pós-tratamento utilizando antibióticos para que se verifique o desaparecimento dos sinais.

Tomando soro no hospital, bem mais magrinha.

Tomando soro no hospital, bem mais magrinha. 12/05/2014

Enfim, acabaram descobrindo que ela estava com Hemometra, uma outra doença e além disso, possuía vários cistos no ovário, que foram retirados durante a cirurgia. Ela voltou pra casa e parecia estar se recuperando bem, mas não queria comer de jeito nenhum e vomitava muito! 9 dias depois da cirurgia, foi feito um hemograma e descobrimos que ela estava com um quadro muito grave. Existiam duas possibilidades: uma infecção terrível que poderia seguir até o coração, ou um tipo de metástase, que teria ocorrido devido ao possível fato de ter sido retirado, junto com os cistos, algum tumorzinho. Foi um choque muito grande… na sexta feira que descobrimos essas possibilidades, ficamos arrasados. Comecei até a escrever um post sobre isso e sobre o medo (e a quase certeza) que eu estava de perder ela, mas achei melhor apagar.

Pedi de coração aberto, para Jesus, que cuidasse dela pra nós através dos espíritos benfeitores, pedi pra que Deus permitisse que ela ainda pudesse fazer a alegria da minha família por alguns anos. O estado dela era muito grave e a maneira como os veterinários falavam, deixava claro que ela tinha mínimas chances de ser curada. Pra algumas pessoas poderia ser tudo uma grande besteira o que eu estou escrevendo aqui, mas os cachorros, para mim, são seres puros e indefesos, seres que vêm pra nós como um presente, para nos ajudar a evoluir, são seres especiais. Assim como cada ser vivo.

Havia menos de 30 dias que ela tinha caído da escada, e não quebrou nem uma unha! É por isso que a gente brinca que ela tem 7 vidas, ela toma remédio todos os dias porque tem o coração aumentado, é uma cachorra acima do peso (o médico disse que teve que suturar a gordura durante a cirurgia) e ainda por cima é cega. Mas eu juro que se você visse, você não acreditaria! Ela é mais esperta do que todos os outros cachorros daqui de casa e, a não ser que a gente mude algum móvel de lugar, ela sabe exatamente onde cada coisa fica, é sério, é inacreditável.

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Essa é minha beibia! Feliz e comendo até papel! Foi visível a mudança no comportamento dela. 19/05/2014

Na sexta-feira mesmo, ela começou o tratamento com um antibiótico beeeem mais forte do que os que ela estava tomando. Utilizado em UTI, e foi assim por uma semana, ou eu, ou minha mãe, ficávamos com ela na clínica por quase duas horas por dia, esperando os dois sorinhos de 250 ml acabar. Um com antibiótico diluído e outro com ferro, vitaminas e etc. Às vezes ela ficava tão cansada, meu coração partia no meio só de imaginar uma casa sem ela.

Fizemos outro exame na segunda-feira pra verificar os resultados e na terça obtivemos resultados muito positivos! O antibiótico estava fazendo o efeito desejado! Meu Deus, como ficamos felizes… ela começou a querer comer, parou de vomitar tanto. E na sexta-feira seguinte já cortaram o remédio. É uma notícia que muda o rumo das coisas. E hoje, 21 dias depois da cirurgia ela tá aqui, deitada do meu lado, comendo até tapete, e quase dois quilos mais magra, com a barriga costurada (mas já sem pontos, na verdade falta tirar um), mas tá aqui.

Eu sei que um dia vai ser inevitável, vai chegar a hora dela, de todos os meus cachorros, aliás. MAS, vai ser quando eu não puder mais fazer nada, quando for a hora deles, sei também que eles vão estar bem amparados quando partirem. Sou eternamente grata por Deus ter permitido que ela ficasse mais um pouco.

Obs: os termos que eu utilizei pra descrever as doenças são extremamente leigos e não-profissionais, podendo ser até mesmo equivocados. Então sempre procure um veterinário! 

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