Anne Frank Huis (Casa de Anne Frank) / Dia Internacional da Lembrança do Holocausto

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Como eu acabei de descobrir que hoje é o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto eu não pude deixar de escrever minha experiência em Amsterdã quando visitei a casa da Anne Frank. Annelies Marie Frank era uma menina judaica de origem alemã, vítima do Holocausto e morta em um campo de concentração com 15 anos de idade. Com 13 anos, Anne  foi obrigada a se esconder com a família em um compartimento secreto localizado no escritório do seu pai, Otto Frank, em Amsterdam (Holanda) durante dois anos para que não fossem perseguidos pelos nazistas.

Ela se tornou mundialmente famosa por ter escrito um diário contando como foram seus dias no esconderijo que ela mesma chamava de “Anexo Secreto”, ela morreu antes do diário ser descoberto e publicado por seu pai, depois de saber que havia perdido toda sua família para o Holocausto. No Diário de Anne Frank, um livro absolutamente único, ela descreve seu dia-a-dia, sua rotina, e não somente descrevia a vida no Anexo Secreto mas desabafava com o diário como se fosse sua sua melhor amiga, o que desconfio que fosse, ela a chamava de Kitty, à quem durante dois anos Anne confidenciou seus medos, revoltas e pensamentos mais íntimos.

O que mais impressiona é o tanto que Anne Frank era uma menina inteligente, determinada e muito única, ela queria um dia se tornar uma grande jornalista e, quem sabe um dia, até mesmo uma escritora… hoje, “O Diário de Anne Frank” é um dos livros mais vendidos no mundo inteiro. A narrativa dela é completamente diferente de tudo o que eu já li, de um jeito tão sutil ela conseguia fazer com que seus sentimentos atravessassem as páginas, emocionando muitos leitores do seu diário. Anne foi apenas uma das milhões de pessoas mortas durante a maior atrocidade que o planeta Terra possui conhecimento e seu depoimento é emocionante e delicadamente escrito, uma menina de 13/14 anos possuir tamanha consciência de humanização é maravilhoso. Um exemplo de uma vida perdida injusta e desnecessariamente para a guerra.

A Anne Frank Huis é aberta ao público e nela encontra-se o Anexo Secreto onde a gente pode ver direitinho onde ela, a família dela e mais alguns conhecidos ficaram escondidos por tanto tempo, contando com a ajuda do sócio e secretária da empresa de Otto Frank. Bem na entrada do esconderijo tem uma estante móvel, a original, que escondia a passagem para o anexo. A cozinha, os quartos, o banheiro… tudo pode ser encontrado lá, um lugar que hoje não possui mais móvel nenhum, mas cheio de detalhes como os pôsteres que Anne colava na parede do seu quarto pra que o ambiente ficasse mais “cheio de alegria” como ela mesma cita.

Um dos itens que mais me encantou foi uma folha de tarefa de latim da irmã dela, Margot, cuidadosamente corrigida em vermelho por um professor, dentro de uma caixinha de vidro indicada por uma plaquinha, o seguinte trecho do livro (versão do exemplar que eu tenho): “Margot manda as lições de latim a um professor, que as corrige e devolve. Ela está matriculada com o nome de Bep. O professor é muito bom, e engraçado também. Aposto que fica feliz por ter uma aluna tão boa.” A beleza do lugar está concentrada, principalmente, nos detalhes que fizeram parte da história de Anne e de seus companheiros.

O livro é maravilhoso, dê-se a oportunidade…

 Anne Frank

libellule

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