Harry Potter e o Cálice de Fogo e Harry Potter e a Ordem da Fênix

contém spoilers — contém spoilers — contém spoilers — contém spoilers 

HP4Esse texto contém muitos, mas muuuuitos spoilers, então se você ainda não sabe o que acontece no quarto e quinto livros, pode ir parando por aqui! Massss se você é como eu e não aguenta um suspense, pode ler e se deliciar com as revelações que estou prestes a te fazer! E para aqueles que já conhecem a história até de trás pra frente, comenta o que você sentiu quando a leu. ;)

Terminei o quarto livro ainda no ano passado, mas a viagem acabou atrasando o final da minha leitura do quinto. E agora, com ambos terminados, posso enfim escrever tudinho aquilo que passou pela minha cabeça (e coração) enquanto eu adentrava o lugar fictício mais incrível que já visitei na minha vida toda. Vamos começar pelo final. A primeira morte doída da série de livros, o personagem Cedrico Diggory morreu pelas mãos de Pedro Pettigrew à mando de Lord Voldemort. Foi muito rápido, inesperado e triste. Tive a impressão de que o quarto livro marca a transição de Harry do que poderia ser considerado sua zona de conforto, para uma ameaça real, concreta e séria.

A volta de Voldemort confirma tudo aquilo que nos foi ensinado desde o primeiro livro: um bruxo impiedoso, assassino, desalmado, sem remorsos e incapaz de amar, nem mesmo seus próprios seguidores. No livro quatro são também revelados os Comensais da Morte mais fiéis, entre eles Lúcio Malfoy, Macnair (o quase carrasco do Bicuço) e os pais de Crabbe e Goyle. 

Harry Potter e o Cálice de Fogo é um livro incrivelmente divertido! Personagens de outras escolas vem fazer parte de um torneio de bruxos realizado em Hogwarts. E a escritora J K Rowling consegue fazer, mais do que qualquer outro escritor no mundo, com que todos os objetos da narrativa sejam explorados ao máximo para proporcionar ao leitor uma viagem completa e magistral. 

Capa_Harry_Potter_e_a_Ordem_da_Fênix_(livro)Por outro lado, Harry Potter e a Ordem da Fênix começa a mostrar os efeitos que a volta de Voldemort causa. Ele representa tudo de ruim que há no mundo. Ele não só mata, como sua presença de volta ao mundo dos vivos causa discórdia, conflitos e consequências ruins para todo mundo. Uma de suas armas mais fortes é provocar a desavença e desunião entre aqueles que deveriam estar unidos contra ele. Conhecemos então a Ordem da Fênix, um grupo de bruxas e bruxos, unidos contra Voldemort e seus Comensais da Morte, pertencentes aos mais variados escalões de importância para a comunidade mágica, onde membros infiltrados buscam obter informações sobre a atual posição do Lord das Trevas e quais seus planos.

O começo do livro me deixou possessa com Harry! Ele fica muito bravo porque não recebeu cartas de ninguém durante o verão inteiro e nem informações de que existia uma ordem contra Voldemort e, por isso, assim que ele é conduzido até a sede da Ordem, na antiga casa de Sirius Black, ele explode com seus amigos e faz questão de lembrá-los que foi ele quem viu Voldemort voltar das trevas e teve que enfrentá-lo sozinho. Mas isso só faz da J K Rowling uma mulher mais especial ainda, Harry é um menino real, com todos os egoísmos, medos e raivas de um garoto qualquer, não há fantasia e perfeição nele.

O quinto livro é marcado pela constante ligação entre Harry e Voldemort através de sonhos nos quais Harry consegue vislumbrar alguns ataques do Lord das Trevas e, vez em quando, até mesmo o lugar onde ele está. Enganado por Voldemort e seus seguidores, Harry acaba caindo em uma armadilhar ao sonhar que seu padrinho, Sirius Black, corre sério perigo em um lugar misterioso dentro do Ministério da Magia. Desesperado, Harry sai em busca de Black com a ajuda de Hermione, Rony, Luna e Neville. 

Depois de um conflito arrebatador no Departamento de Mistérios, Harry vê o homem mais próximo de seus pais que já conhecera morrer. E isso pra ele é devastador. Dá pra sentir o desespero em suas tentativas inúteis de se convencer de que Black voltará a qualquer momento. Seu padrinho representava tudo aquilo que Harry jamais tivera: família. É agonizante para ele, não poder fazer nada para trazê-lo de volta e, ainda por cima, saber que se ele não tivesse ido atrás de uma falsa visão (sobre a qual fora alertado da possibilidade) Black poderia estar vivo.

Aqui também acontece o primeiro confronto frente-a-frente de Dumbledore e Voldemort, os dois bruxos mais poderosos do mundo, do qual o Lorde das Trevas consegue fugir. Assim que o confronto termina, Harry é imediatamente mandado pra Hogwarts, e logo se encontra na sala do diretor, que chega minutos depois. Outro momento em que fiquei furiosa com Harry. Ele grita, quebra coisas e não quer saber das explicações de Dumbledore, mas o diretor o convence a ouvir sua versão.

Mais uma vez, um dos momentos mais emocionantes da série. A calma, a clareza e a sabedoria de Dumbledore transmite, mesmo admitindo um erro, é indubitável. Revela a Harry um segredo sério e o que Voldemort buscava no Ministério. Fala também sobre o bem mais precioso que Harry possui: “uma força que é ao mesmo tempo mais maravilhosa e mais terrível do que a morte, do que a inteligência humana, do que as forças da natureza. É também, talvez, o mais misterioso dos inúmeros assuntos para estudo que vivem ali. É o poder que habita aquela sala o que você tem em tamanha quantidade e o qual Voldemort não possui em absoluto. Foi esse poder que o levou a socorrer Sirius esta noite. Este poder também salvou você de ser possuído por Voldemort, porque ele não toleraria permanecer em um corpo tão cheio da força que detesta e despreza. Afinal, não importou que você não pudesse manter sua mente fechada. Foi seu coração que o salvou.”

Quando Harry volta a fazer suas malas, mais uma vez é mostrado seu desespero pela morte de Sirius, ele encontra um embrulho dado a ele por Black sob o seguinte argumento: “use-o quando precisar de mim”. Harry desembrulhou um espelho e chamou por Sirius, que não o respondeu. E como uma última fagulha de esperança, Harry pensou que seu padrinho poderia ter virado um fantasma como aqueles que vagam por Hogwarts e foi atrás do cavaleiro fantasma Nick-Quase-Sem-Cabeça, que apagou a última expectativa que Harry tinha de reencontrar Black, dizendo que somente aqueles que não escolhem passar para o lado de lá viram fantasmas, que aliás era uma escolha terrível, uma vez que isso significava uma cópia medíocre da vida.

Foi triste ver Sirius morrer de uma maneira tão banal e imaginar Harry perder, mais uma vez, parte da sua “família”. Mas tudo isso faz parte da construção do caráter de Harry e deixa a história mais real. Rowling não poupou mortes e nós sabemos disso, mas apesar da magia, a realidade é a personagem principal retratada no livro, apenas descrita por palavras diferentes! Já comecei o sexto e volto logo logo pra contar! Bye!

libellule

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