When in Rome (Coliseu)

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“Localizado no coração arqueológico da cidade de Roma, o Anfiteátro Flaviano, ou, como mais comumente é conhecido, o Coliseu, é um monumento que recebe diariamente um enorme numero de visitantes atraídos pelo encanto de sua história e complexidade de sua arquitetura.”

O Coliseu começou a ser construído em 72 dC, Flávio Vespasiano e inaugurado por Tito, no ano de 80 dC e completado por seu irmão, Domiciano, em 82 dC. O anfiteatro é a construção mais imponente da antiguidade dentre aquelas que foram destinadas à lutas entre gladiadores e à simulações de caça. O último espetáculo sediado no Coliseu é datado de 523 dC. Mais ou menos nessa época, algumas partes da sua estrutura começou a desmontar, então a arena começou a ser preenchida com terra.

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A partir da segunda metade do século VI, o anfiteatro passou por um período de negligência e, logo, os materiais começaram a ser saqueados: o revestimento de mármore, os grampos de metal que sustentavam os blocos de prego, etc. Os buracos ainda visíveis no travertino (rocha calcária) são consequência desses roubos.

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O nome Colosseum, que apareceu pela primeira vez no século VIII, provavelmente deriva da memória de uma estátua chamada Colosso de Nero, uma estátua de 30 metros do imperador que ficava nas imediações do atual monumento. Durante o século XVI a tradição que identifica o Coliseu com o lugar do martírio dos primeiros cristãos se estabeleceu, embora nunca tenha sido provada. A natureza sagrada do edifício foi sancionada em ocasião do Jubileu em 1750, quando o Papa Bento XIV  levantou uma cruz no meio da arena e 14 capelas foram construídas para a Via Crucis. Depois de um terremoto em 1803, começaram a ser realizadas obras de reconstrução que transformou o Coliseu de runas a ao monumento que é hoje.

Assim era o Coliseu intacto (modelo de madeira por C. Lucangeli e P. Dalbono (modelo construído entre os séculos XVIII -XIX):

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A entrada para os espetáculos era gratuita. Em eventos particulares, os espetáculos poderiam durar vários dias, como aconteceu na inauguração, que durou 100 dias. Nessa ocasião (da pra acreditar?) a área central também foi usada como piscina para batalhas navais (naumachia)! O dia de espetáculo era organizado assim: pela manhã, depois de um desfile de abertura de todos os participantes (pompa), espetáculos chamados venationes tomavam lugar, estes consistiam em lutas entre animais selvagens, caçadas lideradas por homens armados e shows de animais domesticados. Cenários cuidadosamente preparados reproduziam perfeitamente o habitat natural dos animais com efeitos estonteantes.

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Na hora do almoço, a arena era utilizada para execuções, entre as quais, o damnatio ad bestias era o mais cruel: o condenado era jogado em jaulas de animais selvagens, geralmente leões, e deixado à morte.

Na parte da tarde, as lutas entre gladiadores aconteciam. Haviam diversos tipos de equipamentos que podiam ser usados por eles. A maioria dos gladiadores era escrava ou prisioneira de guerra que pertencia a gestores (lanista) especializados em seu treinamento e recrutamento. Existiam também homens que escolhiam a profissão de gladiador que esperavam ganhar muito dinheiro e fama. Eles viviam e treinavam juntos e, depois de muitas lutas, poderiam ser dispensados e, no caso dos escravos, libertos. Alguns deles eram tão populares que se tornaram verdadeiros ídolos para seu público.

Toooodas essas informações aí em cima eu tirei de um site italiano oficial sobre o Coliseu, traduzi a brochura para o português, considerando as informações mais importantes.

Eu não sei nem se é possível chegar a um número concreto de mortes sediadas no Coliseu. No entanto, muitas fontes afirmações de historiadores revelam números absurdos. Um professor do Departamento de História da Universidade de Chicago estima que cerca de 5000 gladiadores (não sei se somente no Coliseu ou em todas as arenas) foram mortos a cada ano durante o Império Romano até o final do século 5. O Coliseu suportava uma quantidade enorme de espectadores, cerca de 50000 pessoas.

Outras informações afirmam que somente no festival de inauguração, 9000 animais foram massacrados. Durante um outro festival em 240 dC, estima-se que: 2,000 gladiadores, 70 leões, 40 cavalos selvagens, 30 elefantes, 30 leopardos, 20 asnos-selvagens-africanos, 19 girafas, 10 antílopes, 10 hienas, 10 tigres, 1 hipopótamo e 1 rinoceronte foram mortos.

A atmosfera do lugar é carregada e triste. Nunca estive em um lugar como o Coliseu, onde tantas pessoas e animais foram mortos, por pura diversão e entretenimento. É uma brutal mancha de sangue na história da humanidade. Se você quiser entender um pouquinho mais sobre a história dos gladiadores e ver como eram mais ou menos algumas das batalhas lá sediadas, eu recomendo o filme Gladiador, de 2000.

Ou, esse documentário de 2015, com imagens e reproduções muito incríveis, não tem legendas, mas as simulações valem muito à pena serem vistas.

Logo, logo eu volto pra escrever um pouco mais sobre o Fórum Romano e a Basílica de São Pedro.

libellule

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